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A Pedalada e a Natureza

dezembro 18th, 2009

Quem sempre visita o Lufer Diz e sabe que gosto de pedalar, deve estar curioso: e as pedaladas? Não aconteceram mais?

Realmente, ficamos um tempo sem nenhuma nova pedalada. Não foi por falta de vontade, mas a agenda e o tempo chuvoso nos finais de semana levaram a uma demora depois de 30 de agosto. Após esse longo tempo, nos preparamos para o dia 13 de dezembro, chovesse ou fizesse sol. Claro que o sol seria bem vindo. E, depois de um sábado bastante chuvoso, o astro rei brilhou no Domingo.

O Relato

Marcamos para as 9h30m de domingo. Acordei às 8h30m e como sou meio enrolado para sair, acabei atrasando e só saí de casa, com meu cunhado Daniel, às 10h30m. Acontece que desta vez o Divonei acabou atrasando mais do que nós, por conta de algumas preparações e manutenção na bike. Nos encontramos (o trio), próximo à creche das Cem Casas e iniciamos nossa pedalada às 11h30m.

O porta-malas do Divonei

Sim, o Divonei fez foi um porta-malas em sua bike, reservatório de água e comida. Veja a imagem:

Novo bagageiro dabike do Divo

Novo bagageiro dabike do Divo

Corvos

Não muito depois de iniciarmos a pedalada por estrada de chão, pudemos observar algumas aves de grande porte, aglomeradas embaixo do reflorestamento que margeia a estrada. Logo notei serem corvos, em breve postarei um vídeo com esta parte. E onde há corvos…

Esqueleto de animal abandonado

Esqueleto de animal abandonado

Esta é uma cena triste, produzida por pessoas sem coração que, muitas vezes deixam animais doentes abandonados neste local para morrerem.

Cigarra

Seguimos pedalando e em um momento vi uma cigarra caída na estrada, parecia morta. Desde que publiquei o vídeo sobre cigarras eu buscava fotografar uma cigarra de perto, peguei-a com cuidado e coloquei sobre o bagageiro da bike. Para minha surpresa ela estava viva, mas não por muito tempo. Ao tirar as fotos deixei-a no mato onde havia sombra.

Cigarra

Cigarra

Chegamos ao rio, estava muito cheio. Nos acomodamos e preparamos nosso farto lanche.

Areia,  rio, pedras, cobra, enfim…

Depois de andarmos um pouco sobre as pedras e fazer algumas fotos e vídeos, resolvi brincar na areia  e comecei a desenhar algumas estradas, como tenho assistido muito Stargate, logo intentei fazer uma pirâmide, mas criei uma espécie de stonehenge, que não se parece com stonehenge. Os companheiros se empolgaram e ajudaram na criação da pequena cidade. De um lado um monumento, do outro uma cabana com uma tumba e, no meio uma fonte e um monte onde no alto repousa o Stargate.

Cabana na areia

Cabana na areia

Retornamos ainda cedo, eram umas 16 horas quando iniciamos a pedalada de volta. Encontramos uma pequena cobra no caminho:

Cobra de vidro ou cobra cega?

Cobra de vidro ou cobra cega?

Se alguém souber me dizer que espécie é essa deixe comentário.

Sim, gostamos de pedalar, e a nossa preferência é pelos caminhos da natureza: pássaros, borboletas e outros insetos, árvores e rios. É bom estar entre amigos, sentir o vento roçar a pele, o cheiro do mato, o som da água e dos pássaros. Sentar em pedras para lanchar, desenhar na areia…

Triste é constatar que muita gente considera a natureza lixo. Não prezam a vida de animais. Poluem, poluem e poluem! Fico imaginando aquelas pessoas que não sabem apreciar imagens tão belas como as seguintes:

Borboletas

Borboletas

Pedra

Pedra

Rio

Rio

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Canyon do Guartelá

março 5th, 2009

É muito bom estar em contato com a natureza e o Canyon do Guartelá é algo maravilhoso. No ano passado estive visitando o Parque Estadual do Canyon do Guartelá, que fica há 20 km de Tibagi, em direção a Castro. O Parque é área de preservação do 6º maior Canyon do mundo em extensão e único com vegetação nativa. Os visitantes do parque têm acesso à margem esquerda do rio Iapó.

Não há cobrança de entrada ou qualquer outra taxa. Ao chegar o visitante assiste um vídeo no Centro de Visitantes e pode conferir o mapa da trilha. O mapa abaixo é uma reprodução do mesmo. Para ver em tamanho maior clique na imagem.

Mapa da Trilha do Parque

Mapa da Trilha do Parque

Logo após assistir o vídeo os visitantes podem começar a descer para o Canyon, não é permitido fazer a trilha de carro, estes ficarão no estacionamento ao lado do Centro de Visitantes. a imagem que você vê abaixo é o início da trilha, calçada com paralelepípedo. Não há perigo de se perder, apenas não se deve sair da trilha, ao longo do Parque há diversos monitores com rádios de comunicação, para evitar qualquer problema.

Início da Trilha

Início da Trilha

Considerando ida e volta do Centro de Visitantes ao Mirante, a caminhada é de 4.530 metros e o tempo de duração da caminhada é de 2 ou 3 horas.

A descida é agradável, pois enquanto desce o visitante observa a vegetação, formações rochosas, pássaros, etc. Depois de 1.140 metros de caminhada o visitante chega a um sítio (onde poderá ver patos, galinhas, gansos, bodes, ovelhas, vacas) e prossegue por uma pequena trilha denominada Mato. Depois de uns 500 metros surgem os panelões, lugar interessante para dar uma refrescada no corpo.

A partir dos Panelões, o visitante pode optar por seguir em frente para o Mirante ou visitar as Pinturas Rupestres. Para as Pinturas é necessário solicitar um guia. Porém, seguindo em frente, um tempo depois o visitante chega ao Mirante que é o ponto culminante do passeio. Deste é possível observar a maravilhosa vista do Canyon. A imagem abaixo é de uma pedra ao lado do Mirante.

No alto

No alto

A imagem seguinte é vista apartir do Mirante.

O Canyon e o Iapó

O Canyon e o Iapó

Do Mirante é possível ver a cachoeira Ponte de Pedra de 200 metros de queda, mas distate. Para vê-la de perto é preciso voltar um pouco na bifurcação e seguir por um outro caminho. A Ponte de Pedra é uma ponte esculpida pela natureza e passa bem próximo à cachoeira. Hoje, devido ao desgaste causado pela passagem dos visitantes na pedra, não é mais permitido passar sobre ela, mas do alto de uma pedra ao lado é possível observar a cachoeira como na imagem abaixo.

Cachoeira

Cachoeira

O retorno terá de ser feito pelo mesmo caminho, depois de tanta descida, é hora de subir e subir. Por isso, é aconselhável que o visitante leve bastante água e descanse bem no Mirante antes de voltar. Outro elemento extremamente necessário é o protetor solar e boné ou chapéu, pois a caminhada é feita sempre a céu aberto.

O Parque abre para a visitação de quarta a domingo e, também nos feriados. Para outras informações ligue para (42) 3916 2150 ou 3916 2151.

Links com mais informações:

Informações sobre o Canyon no site da Prefeitura de Tibagi

Matéria sobre o Canyon no Terra e Asfalto

Site da UEPG sobre o Canyon

Guia sobre o Parque no Overmundo

Se você estava procurando sobre a Pousada Canyon do Guartelá clique aqui.

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1ª Pedalada de 2009

fevereiro 1st, 2009

1º de Fevereiro de 2009 - 1 mês depois da Pedalada de Reveillon pedalamos novamente. Desta vez pelo trajeto habitual. Eu, Daniel Machado, Daniel Mampian e Divonei combinamos a saída para as 8h da manhã, porém, como eu e Mampian não tínhamos feito os preparos durante a noite anterior atrasamos: só fomos sair 1 hora depois.

Os quatro pedalantes

Você que acompanhou o post sobre a Pedalada de Reveillon sabe que tivemos problemas por falta de água, desta vez fomos preparados. Divonei levou um garrafão de 5 litros só para ele. Eu e Mampian acomodamos em nossa caixa de isopor aproximadamente 4 litros e o Machado levou uma pet de 2l. Água não iria faltar.

Divonei e seu garrafão de água

Divonei e seu garrafão de água

Quanto à comida, os leitores bem sabem que caprichamos. E hoje não foi diferente: pedi a minha esposa que fizesse uma torta de banana, além disso, o Mampian levou algumas bolachas salgadas, outras doces e pirulitos-de-mascar, o Machado cuidou das barras de chocolate, bolacha recheada prestígio e um pacote de clube social, o Divonei ficou com o principal: 20 pasteizinhos de carne e bolachas salgadas recheadas com ervas finas e presunto. Para beber levei café e o Divo complementou com refrigerante de laranja e iogurte de morango. Você já deve ter percebido que a nossa pedalada não é para emagrecer, pois contém uma boa dieta de engorda.

Daniéis à mesa

Ao todo foram 16km de ida e volta, a saída oficial da Pedalada é logo depois do Conjunto São Francisco II, dali seguimos por estrada de chão rumo ao rio Tibagi, passamos pela torre retransmissora da Rádio Tropical FM e seguimos adiante.

Torre Tropical FM

Torre Tropical FM

Sempre pedalando com calma, empurrando a bike em algumas subidas, por fim chegamos ao Rio Tibagi. No ponto onde fomos a correnteza é forte e somente algumas partes da encosta dá para se molhar um pouco já que o rio está de cheia. Não gostamos de arriscar na água.

Rio Tibagi

Rio Tibagi

Os quatro pedalantes e o rio

Os quatro pedalantes e o rio

Nos refrescamos por um tempo e, por volta das 16h iniciamos o retorno. O sol ainda estava alto e foi preciso caprichar no protetor e tomar muita água. Chegamos à cidade ainda dia, por volta das 18h.

Pedalando

Pedalando

Chegando em São Francisco

Chegando em São Francisco

Como eu já disse no post da Pedalada de Reveillon, pretendemos sair com mais frequência, já que no ano passado fazíamos umas 2 pedaladas no ano. Provavelmente faremos ainda este mês a Pedalada de Carnaval.

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Pedalada de Reveillon

janeiro 4th, 2009

Um dos meus hobbies prediletos é pedalar e a bike é o meu meio de transporte para qualquer lugar, seja trabalho, passeio, etc. Assim, algumas vezes por ano, (feriados, normalmente) combino com meu cunhado e dois amigos (Daniel Mampian, Daniel Machado e Divonei) e fazemos uma pedalada ecológica, que sempre acaba em um rio.
No ano de 2008, foram 3, Pedalada da Independência, Pedalada da República e Pedalada de Reveillon. Esta ultima fizemos no 31 de Dezembro, neste dia resolvemos mudar um pouco a rota e pedalar alguns quilômetros a mais. Nas duas anteriores (Independência e República) pedalávamos em torno de 18 Km (ida e volta). Desta vez foram 18 Km só de ida. É nesta mesma estrada que eu e Daniel Machado nos aventuramos há alguns anos em direção ao município de Ortigueira (viagem esta que relatarei em um próximo post).
Agora, nós, o quarteto saímos por volta das 9 da manhã. O ponto onde nos reunimos para dar a partida foi em minha casa, a partir dali, uns 3 km pela rodovia e chegávamos no início da estrada de chão meia hora depois (claro que fizemos algumas paradas para fotos).

Ponto de encontro para a partida

Ponto de encontro para a partida

A Bagagem
O Daniel (cunhado) estava de bike nova (a outra estava morrendo) e colocou uma garupeira, improvisou uma caixa de grade e dentro dela colocamos uma caixa de isopor. O que tinha nessa caixa? Água, bananas e moricotes.
Já o Divonei desde a outra vez já utilizava uma caixa de isopor na bike. Nela havia muita água e leite (?????). É, leite mesmo, porque na mochila do Divonei tinha achocolatado em pó para o lanche. Além do achocolotado, 8 sanduíches de mortadela com mussarela. Fora isso, algumas bolachinhas recheadas e etc.

Nós e as bikes

Nós e as bikes


Eu, da mesma forma que meu cunhado, era a primeira vez que testava meu compartimento de bagagem acoplado à bike. Nele um pacote de bolacha do tipo “beijo bahiano“, um pacote de bisnaga e um bom tanto de geléia de mocotó. Na minha mochila, o precioso líquido, café. Nas outras pedaladas, sem os bagageiros, era terrível levar tanta coisa na mochilas, era uma tortura para a coluna.
O Daniel Machado ficou com o peso das ferramentas (alicate, chaves, etc), como ainda não colocou seu bagageiro, levou tudo nas costas.

O Trajeto
O tempo estava nublado, mas bastante seco. Pedalamos até as 11:30 e avistamos um local onde podíamos fazer uma parada para o primeiro lanche.

Almoço

Almoço


Neste ponto conferimos o mapa para ter certeza se estávamos perto da entrada para o rio Tibagi. Pouco depois prosseguimos, subidas e descidas, passamos por fazendas e pousadas. Bem próximo à um lugar chamado Estância Camargo, encontramos uma entrada, a qual de acordo com nossos cálculos chegaria ao Tibagi. Logo no início desta estrada tínhamos acesso a um riozinho, demos uma olhada e prosseguimos até chegar o Tibagi. Depois de algumas curvas chegamos lá. Era um ponto do rio que ainda não conhecíamos.
Rio Tibagi

Rio Tibagi


Como estamos em época de cheia e esta parte do Tibagi não tinha um bom lugar para “tirar uma casquinha” da água, só ficamos para fazer o segundo e mais importante dos lanches, pois já era. O Divo preparou o achocolatado e atacamos os sanduíches, bananas e bolachas.

Lanche da Tarde

Lanche da Tarde

O Espinho
Ao sairmos para voltar ao riozinho onde poderíamos nos refrescar, Divonei constatou que o pneu dianteiro de sua bike estava vazio. Um espinho tinha feito o serviço, mas como somos homens preparados, o remendo foi feito (os Daniéis fizeram um ótimo serviço).

Consertando a bike

Consertando a bike

O Riozinho
Chegamos ao riozinho por volta das 15h, onde pudemos entrar na água. É claro que era quase impossível ficar com o corpo todo dentro do rio, mesmo deitado, mas como a gente morre de medo de água e não sabe nadar, era um ótimo lugar. Ficamos até às 17h, comemos a geléia de mocotó, uma bolacha recheada, arrumamos a bagagem e partimos para o duro retorno.

Riozinho

Riozinho

Inconveniente
A pedalada foi muito boa, deu para curtir a estrada, a água, fizemos muitas fotos e vídeos, pneu furado não nos segurou, porém houve um inconveniente: faltou água para beber. Divonei levou 3 litros de água, eu, o Daniel e o Machado cometemos o erro de levar apenas 2 litros para os três. Levávamos isso quando íamos na outra rota de 9 km, chegava a faltar. Dessa vez, o impacto foi maior: sofremos uma desidratação, ao chegar em casa tomei bastante água e no outro dia acordei ainda sofrendo a falta de água, foi preciso muita água para voltar ao normal. Meu cunhado também apresentou os sintomas da desidratação, o Machado não sei dizer, mas acredito que deve ter sentido um pouco também.
Desse acontecimento uma lição: é preciso para uma pedalada dessa, no mínimo, 3 litros de água para cada indivíduo. Comida nunca esquecemos, mas é preciso lembrar que sem água o ser humano sobrevive muito menos tempo do que sem comida.

Próximas pedaladas
Nos anos anteriores fazíamos no máximo 3 pedaladas, em 2009 pretendemos fazer pedaladas mensais, buscar outras rotas, se preparar mais e, quem saber, agregar mais pessoas ao grupo.
Vejam todas as fotos na página de Fotos deste blog.

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