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1ª Pedalada de 2009

fevereiro 1st, 2009

1º de Fevereiro de 2009 - 1 mês depois da Pedalada de Reveillon pedalamos novamente. Desta vez pelo trajeto habitual. Eu, Daniel Machado, Daniel Mampian e Divonei combinamos a saída para as 8h da manhã, porém, como eu e Mampian não tínhamos feito os preparos durante a noite anterior atrasamos: só fomos sair 1 hora depois.

Os quatro pedalantes

Você que acompanhou o post sobre a Pedalada de Reveillon sabe que tivemos problemas por falta de água, desta vez fomos preparados. Divonei levou um garrafão de 5 litros só para ele. Eu e Mampian acomodamos em nossa caixa de isopor aproximadamente 4 litros e o Machado levou uma pet de 2l. Água não iria faltar.

Divonei e seu garrafão de água

Divonei e seu garrafão de água

Quanto à comida, os leitores bem sabem que caprichamos. E hoje não foi diferente: pedi a minha esposa que fizesse uma torta de banana, além disso, o Mampian levou algumas bolachas salgadas, outras doces e pirulitos-de-mascar, o Machado cuidou das barras de chocolate, bolacha recheada prestígio e um pacote de clube social, o Divonei ficou com o principal: 20 pasteizinhos de carne e bolachas salgadas recheadas com ervas finas e presunto. Para beber levei café e o Divo complementou com refrigerante de laranja e iogurte de morango. Você já deve ter percebido que a nossa pedalada não é para emagrecer, pois contém uma boa dieta de engorda.

Daniéis à mesa

Ao todo foram 16km de ida e volta, a saída oficial da Pedalada é logo depois do Conjunto São Francisco II, dali seguimos por estrada de chão rumo ao rio Tibagi, passamos pela torre retransmissora da Rádio Tropical FM e seguimos adiante.

Torre Tropical FM

Torre Tropical FM

Sempre pedalando com calma, empurrando a bike em algumas subidas, por fim chegamos ao Rio Tibagi. No ponto onde fomos a correnteza é forte e somente algumas partes da encosta dá para se molhar um pouco já que o rio está de cheia. Não gostamos de arriscar na água.

Rio Tibagi

Rio Tibagi

Os quatro pedalantes e o rio

Os quatro pedalantes e o rio

Nos refrescamos por um tempo e, por volta das 16h iniciamos o retorno. O sol ainda estava alto e foi preciso caprichar no protetor e tomar muita água. Chegamos à cidade ainda dia, por volta das 18h.

Pedalando

Pedalando

Chegando em São Francisco

Chegando em São Francisco

Como eu já disse no post da Pedalada de Reveillon, pretendemos sair com mais frequência, já que no ano passado fazíamos umas 2 pedaladas no ano. Provavelmente faremos ainda este mês a Pedalada de Carnaval.

Pedaladas , , , , , , ,

Dependência tecnológica – parte 1

janeiro 29th, 2009

Sexta-feira, 09 de novembro de 2007. Por volta das 17h fortes chuvas atingiram a região de Telêmaco Borba. Sexta-feira é o meu dia de folga, então, eu estava em casa. Pouco depois do início das chuvas houve uma queda de energia elétrica. Isso não nos preocupou tanto, pois é comum os apagões quando há chuvas fortes, porém em menos de duas horas a Copel consegue colocar tudo em ordem.

Às 21h já começavamos a ficar preocupados, sem banho quente, sem luz, sem tv, sem computador. O celular não tinha sinal. À luz de velas tentei sintonizar a rádio local no celular, sem sucesso, estava fora do ar. O que significava que o centro da cidade também estava sem energia elétrica. Sem notícias, à luz de velas. Pelo menos tínhamos gás para preparar comida e o consolo era que iríamos ter um jantar romântico, à luz de velas.

Meia-noite e já tínhamos perdido a esperança do restabelecimento da energia naquele dia, tomamos banho com água aquecida no fogão.

Sábado é o dia que trabalho de manhã e a tarde (de segunda  a quinta meu horário é a tarde e a noite). Acordei, liguei o interruptor, 7h da manhã, sem energia. Ao tentar contato com uns amigos fiquei sabendo que o problema era grave (parece que tinha caído uma torre de transmissão em Ortigueira) e a Copel estava trabalhando no caso. A preocupação começava a aumentar, pois a torneira dava sinais de negar água. Os reservatórios não conseguem manter o abastecimento de água, sem energia elétrica, por muito tempo. Não fui ao trabalho, não havia nada a fazer (sou instrutor de informática e sem energia elétrica…).

A energia só foi reestabelecida por volta do meio-dia de sábado.  Foram as 18 horas mais preocupantes para a região. Não é preciso falar dos prejuizos com perda de alimentos perecíveis e outros danos consequentes do apagão. 18 horas em que pudemos perceber que temos algo que se tornou indispensável na nossa vida urbana.

Este é o primeiro post de uma série que pretendo escrever sobre a nossa “Dependência tecnológica”. A tecnologia trouxe conforto, tornou possível muitas coisas que, antes, era sonho. Porém, toda essa evolução tecnológica tornou-nos dependentes e vulneraveis. A tecnologia pode falhar, de um momento para outro, nem tudo o homem pode controlar ou resolver e, enquanto isso, catástrofes podem acontecer.

Acompanhe a segunda parte em breve.

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Pedalada de Reveillon

janeiro 4th, 2009

Um dos meus hobbies prediletos é pedalar e a bike é o meu meio de transporte para qualquer lugar, seja trabalho, passeio, etc. Assim, algumas vezes por ano, (feriados, normalmente) combino com meu cunhado e dois amigos (Daniel Mampian, Daniel Machado e Divonei) e fazemos uma pedalada ecológica, que sempre acaba em um rio.
No ano de 2008, foram 3, Pedalada da Independência, Pedalada da República e Pedalada de Reveillon. Esta ultima fizemos no 31 de Dezembro, neste dia resolvemos mudar um pouco a rota e pedalar alguns quilômetros a mais. Nas duas anteriores (Independência e República) pedalávamos em torno de 18 Km (ida e volta). Desta vez foram 18 Km só de ida. É nesta mesma estrada que eu e Daniel Machado nos aventuramos há alguns anos em direção ao município de Ortigueira (viagem esta que relatarei em um próximo post).
Agora, nós, o quarteto saímos por volta das 9 da manhã. O ponto onde nos reunimos para dar a partida foi em minha casa, a partir dali, uns 3 km pela rodovia e chegávamos no início da estrada de chão meia hora depois (claro que fizemos algumas paradas para fotos).

Ponto de encontro para a partida

Ponto de encontro para a partida

A Bagagem
O Daniel (cunhado) estava de bike nova (a outra estava morrendo) e colocou uma garupeira, improvisou uma caixa de grade e dentro dela colocamos uma caixa de isopor. O que tinha nessa caixa? Água, bananas e moricotes.
Já o Divonei desde a outra vez já utilizava uma caixa de isopor na bike. Nela havia muita água e leite (?????). É, leite mesmo, porque na mochila do Divonei tinha achocolatado em pó para o lanche. Além do achocolotado, 8 sanduíches de mortadela com mussarela. Fora isso, algumas bolachinhas recheadas e etc.

Nós e as bikes

Nós e as bikes


Eu, da mesma forma que meu cunhado, era a primeira vez que testava meu compartimento de bagagem acoplado à bike. Nele um pacote de bolacha do tipo “beijo bahiano“, um pacote de bisnaga e um bom tanto de geléia de mocotó. Na minha mochila, o precioso líquido, café. Nas outras pedaladas, sem os bagageiros, era terrível levar tanta coisa na mochilas, era uma tortura para a coluna.
O Daniel Machado ficou com o peso das ferramentas (alicate, chaves, etc), como ainda não colocou seu bagageiro, levou tudo nas costas.

O Trajeto
O tempo estava nublado, mas bastante seco. Pedalamos até as 11:30 e avistamos um local onde podíamos fazer uma parada para o primeiro lanche.

Almoço

Almoço


Neste ponto conferimos o mapa para ter certeza se estávamos perto da entrada para o rio Tibagi. Pouco depois prosseguimos, subidas e descidas, passamos por fazendas e pousadas. Bem próximo à um lugar chamado Estância Camargo, encontramos uma entrada, a qual de acordo com nossos cálculos chegaria ao Tibagi. Logo no início desta estrada tínhamos acesso a um riozinho, demos uma olhada e prosseguimos até chegar o Tibagi. Depois de algumas curvas chegamos lá. Era um ponto do rio que ainda não conhecíamos.
Rio Tibagi

Rio Tibagi


Como estamos em época de cheia e esta parte do Tibagi não tinha um bom lugar para “tirar uma casquinha” da água, só ficamos para fazer o segundo e mais importante dos lanches, pois já era. O Divo preparou o achocolatado e atacamos os sanduíches, bananas e bolachas.

Lanche da Tarde

Lanche da Tarde

O Espinho
Ao sairmos para voltar ao riozinho onde poderíamos nos refrescar, Divonei constatou que o pneu dianteiro de sua bike estava vazio. Um espinho tinha feito o serviço, mas como somos homens preparados, o remendo foi feito (os Daniéis fizeram um ótimo serviço).

Consertando a bike

Consertando a bike

O Riozinho
Chegamos ao riozinho por volta das 15h, onde pudemos entrar na água. É claro que era quase impossível ficar com o corpo todo dentro do rio, mesmo deitado, mas como a gente morre de medo de água e não sabe nadar, era um ótimo lugar. Ficamos até às 17h, comemos a geléia de mocotó, uma bolacha recheada, arrumamos a bagagem e partimos para o duro retorno.

Riozinho

Riozinho

Inconveniente
A pedalada foi muito boa, deu para curtir a estrada, a água, fizemos muitas fotos e vídeos, pneu furado não nos segurou, porém houve um inconveniente: faltou água para beber. Divonei levou 3 litros de água, eu, o Daniel e o Machado cometemos o erro de levar apenas 2 litros para os três. Levávamos isso quando íamos na outra rota de 9 km, chegava a faltar. Dessa vez, o impacto foi maior: sofremos uma desidratação, ao chegar em casa tomei bastante água e no outro dia acordei ainda sofrendo a falta de água, foi preciso muita água para voltar ao normal. Meu cunhado também apresentou os sintomas da desidratação, o Machado não sei dizer, mas acredito que deve ter sentido um pouco também.
Desse acontecimento uma lição: é preciso para uma pedalada dessa, no mínimo, 3 litros de água para cada indivíduo. Comida nunca esquecemos, mas é preciso lembrar que sem água o ser humano sobrevive muito menos tempo do que sem comida.

Próximas pedaladas
Nos anos anteriores fazíamos no máximo 3 pedaladas, em 2009 pretendemos fazer pedaladas mensais, buscar outras rotas, se preparar mais e, quem saber, agregar mais pessoas ao grupo.
Vejam todas as fotos na página de Fotos deste blog.

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