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CCB contra os pastores – por quê?

março 6th, 2009

No post anterior sobre a CCB – Congregação Cristã no Brasil, expus um dos meus porquês, que é o fato de a CCB não promover estudos bíblicos e nem concordar que seus membros participem de cursos promovidos por instituições bíblicas. Naquele post, um irmão postou nos comentários uma lista de referências bíblicas justificando diversas práticas e linhas de pensamento da CCB. Essa lista já conheço de longa data. Desde minha infância meu pai já possuía uma delas. Não permiti a publicação desta lista no outro post, mas disponibilizo aqui para download, na íntegra como o irmão Glenyo enviou: clique aqui!

Em algumas coisas da lista posso concordar, mas em muitas discordo e sobre estas vou explicar o que penso. Para começar, uma contradição interessante: no tópico “Porque não damos o dízimo“, o autor tenta justificar que este “era da lei do velho testamento,  seguimos apenas o novo testamento“. Engraçado, pois nos tópicos seguintes, especialmente naquele em que o autor tenta explicar o porquê não se deve ter o cargo de pastor na igreja, o mesmo utiliza-se de inúmeras referências do antigo testamento.

Ah! Essa questão do pastor é bem interessante, por isso hoje resolvi escrever sobre “a CCB contra os pastores” e aqui exponho o meu porquê.

Essa é uma questão histórica, o fundador da CCB Louis Francescon vivia em um meio onde comumente se aceitava o título Pastor para o líder da igreja, afinal, o termo pastor é justamente para aquele que cuida das ovelhas. Louis Francescon cita em seu relato o seguinte:
“Em fins de Abril de 1907, o Senhor me fez encontrar com um irmão Americano, um dos primeiros a receber a Promessa do Espírito Santo em Los Angeles, no ano de 1906 e, por meio dele, soube que na W. North Ave, 943, havia uma missão que anunciava a Promessa do Espírito Santo e que o próprio pastor (W. H. Durham) a havia recebido. Na primeira semana frequentei sozinho aquele serviço e o Senhor me confirmou que aquela era Sua Obra. No domingo seguinte me acompanhou o resto do grupo.”
Veja bem, a igreja era presidida pelo Pastor Durham, esse pastor recebeu a Promessa do Espírito Santo e, por fim, Deus confirmou para Louis que aquela era Obra de Deus, ou seja, uma igreja legítima.
Mais tarde, Louis Francescon recebeu uma mensagem de Deus através de Durham para ir levar o Evangelho à Colônia Italiana e, segundo Francescon, depois disso Deus confirmou diretamente com ele.

Como pode, então, Louis Francescon ter fundado uma igreja que diz que Deus abomina os pastores? O fato é que a Congregação adotou o termo Ancião por influência Valdense (estes tinham cada igreja local governada por anciãos, além de anciãos contavam com apóstolos que saíam em campo para levar o Evangelho), o fato de a CCB não adotar o título de pastor, aliado à falta de preparo no estudo da Bíblia fez com que muitos crentes lessem as profecias, nas quais Deus exorta os pastores ao pé da letra e com interpretação tendenciosa. Veja um exemplo:

Jeremias 50:6
Ovelhas perdidas têm sido o meu povo, os seus pastores as fizeram errar, para os montes as desviaram; de monte para outeiro andaram, esqueceram-se do lugar do seu repouso.
E outro:
Jeremias 23:1,2
Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR.
Portanto assim diz o SENHOR Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes; eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o SENHOR.
Essas profecias se referem aos líderes de Israel, os quais ao invés de conduzir o povo nos caminhos do Senhor, os fazia errar e ainda despojava-os.
O termo pastor é justamente para aquele que conduz um rebanho e essas profecias não estão dizendo que Deus não gosta de pastores, mas sim que Deus abomina aqueles que se dizem pastores mas não fazem o seu trabalho. Tanto é que na continuação de Jeremias 23, versículos 3 e 4, encontramos o seguinte:
E eu mesmo recolherei o restante das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; e frutificarão, e se multiplicarão.
E levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca mais temerão, nem se assombrarão, e nem uma delas faltará, diz o SENHOR.

Agora, raciocinem comigo, se Deus abominava os pastores, porque após ter juntado novamente suas ovelhas colocaria sobre elas outros pastores? A conclusão aqui é: há pastores bons e pastores ruins.
Hoje, falando de líderes de igrejas, não é diferente. Há os bons e os ruins, mas não é o termo utilizado para denominar o pastor que o torna ruim. Há anciãos bons e maus. Assim como Deus também profetizou sobre anciãos maus:
Isaías 3:14
Filho do homem, fala aos anciãos de Israel, e dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Viestes consultar-me? Vivo eu, que não me deixarei ser consultado por vós, diz o Senhor DEUS.
O SENHOR entrará em juízo contra os anciãos do seu povo, e contra os seus príncipes; é que fostes vós que consumistes esta vinha; o espólio do pobre está em vossas casas.
Ezequiel 8:12
Então me disse: Viste, filho do homem, o que os anciãos da casa de Israel fazem nas trevas, cada um nas suas câmaras pintadas de imagens? Pois dizem: O SENHOR não nos vê; o SENHOR abandonou a terra.
Isaías 9:14-16
Assim o SENHOR cortará de Israel a cabeça e a cauda, o ramo e o junco, num mesmo dia. (O ancião e o homem de respeito é a cabeça; e o profeta que ensina a falsidade é a cauda). Porque os guias deste povo são enganadores, e os que por eles são guiados são destruídos.
Ezequiel 20:3
Filho do homem, fala aos anciãos de Israel, e dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Viestes consultar-me? Vivo eu, que não me deixarei ser consultado por vós, diz o Senhor DEUS.
Nem por isso posso dizer que está errado ter um ancião como líder da igreja. É preciso estudar a bíblia, deixar de pegar esses versículos isolados de seu contexto e ainda mal interpretados para justificar afirmações errôneas. Muito se fala na CCB que a letra mata, mas pelo que vejo o autor dessa lista acabou se utilizando apenas da letra e esqueceu do raciocínio e, porque não dizer, do próprio Espírito.
Uma das acusações que a CCB faz contra os pastores é o fato de eles receberem salário, mas isso é bíblico. A pessoa que se dedica a obra dever receber o sustento de algum lugar. Como pode o líder de uma igreja se envolver completamente com os trabalhos da igreja e, ainda assim, trabalhar duro para o seu sustento e de sua família? A afirmação de que Paulo agiu dessa forma não justifica, pois Paulo sequer era casado e se sujeitou a uma vida de completa entrega, sem contar que o seu trabalho não era cuidar de uma igreja e sim, viajar pelo mundo evangelizando. Mas, isso é uma outra história a ser discutida mais tarde.

Teologia e Religião

Congregação Cristã no Brasil: meus porquês!

março 3rd, 2009

Pouco escrevi aqui de Teologia e Religião, mas todas as vezes que escrevo sobre o assunto, procuro não falar de igrejas ou casos particulares. Falo específicamente de cristianismo, de um modo geral, sem me posicionar a respeito de qualquer denominação associada a ele (o cristianismo). Hoje, porém, quebro essa regra para expor algo que há muito venho estudando e os que são mais próximos de mim já têm conhecimento.

Há aproximadamente 11 anos, sou membro de uma instituição religiosa denominada Congregação Cristã no Brasil. Ora, meus leitores, por certo já ouviram falar desta denominação. Bastante difundida no Brasil é uma das igrejas mais respeitadas do meio evangélico. Todo mundo tem ou já teve um parente que já foi de lá.

Fundada em 1910, no Paraná, por Louis Francescon é, historicamente a primeira igreja pentecostal no Brasil. Não vou detalhar a história, quem quiser saber mais é só seguir os links que colocarei no final do post. O objetivo deste post são alguns questionamentos à respeito da ideologia da CCB.

Desde quando eu ainda mal sabia falar, meu pai já lia a Bíblia para mim, me ensinou essa prática, que me acompanhou até a atualidade. Fui criado frequentando os cultos da CCB, porém, somente aos 18 anos fui batizado. Para mim, até então, a CCB era uma igreja de práticas inquestionáveis.  Apesar de ser leitor da Bíblia desde a infância eu sempre a li à luz da tradição pregada na CCB.

Um tempo depois do batismo alguns acontecimentos na minha vida me levaram a questionar algumas coisas que aprendi e, por consequência, a mim mesmo. Comecei a perceber que havia algumas coisas que eu não concordava e descobri vários irmãos que partilhavam da mesma idéia. Isso me levou a estudar mais a Bíblia para entende-las.

Em 2007, surgiu a oportunidade de participar de um curso básico de Teologia pelo IBADEP – Instituto Bíblico das Assembléias de Deus do Estado do Paraná (devido a questões de disponibilidade ainda não concluí o curso). Aceitei participar do curso por entender que o cristão deve procurar estudar a Bíblia, conhecer as interpretações e em que se fundamentam. Pois, se o livro sagrado do cristianismo é a Bíblia, é preciso entendê-la para ser cristão. Não é possível interpreta-la bem, se não conhecer a sua geografia, a sua história, os seus fatos.

Aí, alguns leitores que não estão familiariados com a história da CCB perguntam: “Porque você foi estudar na AD, se você é membro da CCB?” Respondo: simplesmente pelo fato de que a CCB não promove nenhum tipo de estudo sistematizado da bíblia. Já ouvia desde criança, e ainda hoje, muitos irmãos da Congregação, até mesmo em púlpitos dizerem que a letra mata, por isso não temos escolas dominicais ou grupos de estudos da bíblia. Isso é um problema crônico. Até mesmo a Assembléia de Deus tinha em seu meio (e ainda tem em alguns lugares) pessoas que defendem essa idéia. Mas, a AD vem progredindo muito nesse sentido.

Os líderes da CCB, quando acusados de proibir o estudo da Bíblia se defendem da seguinte forma: “Nós não proibimos, antes  incentivamos e em todos os cultos lemos a Bíblia e a ensinamos”. Pois bem, o caso não é que a CCB proíbe o estudo da Bíblia, mas também o incentivo é muito pouco. Um trecho, lido em um culto, não é como um estudo, não dá a visão geral, muitas vezes o trecho fica fora de contexto e pode levar à interpretações errôneas. Alguns crentes até lêem em casa, mas sempre sem contar com alguém mais experiente para ajudá-los.

A ideologia da CCB é de que o Espírito Santo o ajudará a entender. Sim, o Espírito Santo tem um papel importante para se compreender as questões espirituais, mas não é bem assim que funciona, em Atos 8, Felipe foi enviado, por um anjo, para ensinar um eunuco que lia o livro de Isaías. Quando Felipe perguntou a ele se entendia o que estava lendo, sua resposta foi pronta: “Como poderei entender se ninguém me explicar?”

Tenho vários porquês a respeito da postura sustentada pela CCB, mas o maior deles é: Por que a constante recusa em criar um instituto bíblico ou promover grupos de estudo quando os seus membros estão carentes de conhecimento? Por que negar o alimento a quem tem fome? Por que ao perceber que grande parte dos membros não têm um incentivo para ler a Bíblia ficarmos ausentes fingindo que está tudo bem?

Antes que alguém pergunte, não sou simpatizante do Ministério da Reforma, as ferramentas que Adam Ricardo vem utilizando não me parecem as mais adequadas, sem contar de seu início controverso. Acompanhei a história de Adam Ricardo desde o seu primeiro site, fato este que não quero apontar aqui.

Sou simpatizante sim do irmão Marcelo Ferreira, o qual tem levado um trabalho de maneira muito própria junto ao programa Crescendo na Fé. Quem ainda não conhece o trabalho deste irmão e sua história deve conhecer. Vou colocar o link abaixo onde vocês podem fazer o download dos programas e ouvir mais de 10 horas de esclarecimentos sobre a CCB.

Convido todos aqueles que me lêem a examinarem suas bíblias, procurarem pessoas mais experientes, não acreditarem na primeira interpretação que te apresentarem, pois existem muitas interpretações e muitas delas podem levar a conclusões errôneas, mas não deixem de estudar, reúnam-se com amigos, parentes e estudem. Agora algo que é muito importante também, não deixem de orar.

Que Deus abençoe a todos!

Faça o download dos áudio contendo mais de 10 horas de informações sobre as doutrinas e posições da CCB – Portal CCB

Leia a história da CCB contada por seu fundador – Histórico CCB

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Pai Nosso

fevereiro 4th, 2009

Amigos, sei que praticamente todas as pessoas que visitam meu blog possuem sua fé, independende de estar frequentando uma igreja. No post de hoje quero convidá-los a um momento de reflexão, de fé. O vídeo, traz uma canção maravilhosa baseada na oração que Jesus nos ensinou. A interpretação é de Feliciano Amaral.

A humanidade sempre teve os seus momentos difíceis, mas sempre é preciso ter fé, a fé produz esperança. Com esperança temos forças para lutar contra nossos próprios medos e se desvenciliar de nossas limitações. Durante a execução do hino reflita na oração. Que Deus abençoe a todos!

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Republicação – A Segunda Chance

novembro 15th, 2008

Este post foi originalmente publicado no blog Terralapso em 03/11/2007

Filme - A Segunda Chance

A Segunda Chance é um filme que conta a história de dois homens muito diferentes que aprenderam juntos uma lição importante sobre a verdadeira função da igreja. Ethan Jenkins (Michael W. Smith) é um homem com seus trinta anos. Depois de se desgastar viajando como músico, resolveu voltar e trabalhar com seu pai. Seu pai é Jeremiah Jenkins, um pastor conhecido e respeitado como o principal líder da “Chuch the Rock” uma super igreja, que tem os cultos transmitidos pela TV, mas que na verdade parece uma produtora. 

Ethan é consagrado a pastor suplente da “Chuch the Rock”, e passa a viver o ministério como um negócio, não como um chamado para abençoar vidas da comunidade. Diante da situação, Jeremiah decide que seu filho precisa aprender um pouco mais sobre o que é o trabalho de uma igreja e o envia para auxiliar na, “Second Chance Community Church”, igreja que ajudou a implantar nos anos 60. Nessa nova experiência Ethan conhece Jake (Jeff Obafemi Carr) que pastoreia a “Second Chance Community Church”, que luta para manter a unidade da igreja e a paz de uma comunidade, que mais parece uma zona de guerra e sofre com a violência, o tráfico de drogas e os desmando das quadrilhas. Mas os dois pastores mesmo professando a mesma fé e com o mesmo objetivo vão bater de frente, pois ambos tem formas diferentes de trabalhar. Porém para que a igreja seja restaurada e pessoas da comunidade sejam salvas, eles terão que aprender o verdadeiro sentido da igreja e vencer seus próprios conceitos e temperamentos para cumprirem o propósito de Deus.

Retirado de http://www.gospelgoods.com.br/produto.php?prod=658.

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